| ACARÁ-AÇU |
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Nome popular: Acará-açu, Apaiari/Oscar Nome científico: Astronotus spp. Habitat: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Foi introduzido nos açudes do Nordeste e na bacia do Rio São Francisco. Saiba mais: Peixe de escamas. São onívoros, com forte tendência carnívora, consumindo pequenos peixes, insetos, crustáceos e frutos e sementes. Vivem principalmente em lagos de várzea e lagoas marginais. Não são migradores. Atingem a maturidade por volta de 10 a 12 meses e desovam mais de uma vez por ano, com cerca de 1.500 a 2.000 ovos por desova. Formam casais na época da reprodução e protegem a prole. Os adultos são bastante apreciados como alimento e os alevinos como peixe ornamental. Equipamento e isca: Varas de ação leve, linhas de 8 a 12 libras; anzóis de nº 12 a 20. As iscas podem ser pedaços de peixes, minhoca, minhocuçu, miúdos de frango, insetos e iscas artificiais de superfície e meia água, como pequenos plugs e spinners. |
| APAPÁ |
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| Nome popular: Apapá Nome científico: Pellona castelnaeana. Habitat: Vivem em águas amazônicas, onde preferem os rios de águas rápidas e cristalinas, onde se alimentam de insetos e pequenos peixes. Técnicas de pesca: Podem ser pescados tanto com iscas naturais como com iscas artificiais, sendo que o equipamento a ser utilizado deve ser de ação média, composto por uma vara para linhas 10 a 20Lbs e molinete ou carretilha com capacidade para 100m de linha de 0,35mm de diâmetro. As melhores iscas naturais são pequenos peixes inteiros ou em pedaços, normalmente iscados sem chumbo, sendo que neste caso deve-se usar anzóis de tamanho médio, 2/0 a 4/0. As melhores iscas artificiais são: plugs de meia água, plugs de superfície, colheres e spinners. Como pode-se notar na ilustração, o Apapá tem a boca voltada para cima, provando que ele se alimenta de pequenos insetos e peixes que vivem na superfície da água. Por isso deve-se trabalhar as iscas bem rente à linha d` água. Dica: Ao sentir o Apapá atacar a isca, de duas ou três fisgadas fortes para facilitar a fixação do anzol na boca dura do peixe. Melhores épocas: Podem ser capturados durante todo o ano, sendo melhores as épocas de seca, quando os rios estão dentro da sua caixa, facilitando a localização do peixe que, nas épocas de cheia, está dentro dos igarapés, onde não se pode arremessar a isca. Tamanho mínimo: Liberado. |
| ARMAU OU ABOTOADO |
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| Nome popular: Armau ou abotoado Nome científico: Pterodoras granulosus. Habitat: Vive em rios nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e freqüenta poços de grande profundidade onde rastreia o fundo atrás de comida, podendo atingir até 70cm de comprimento e 7Kg de peso. Como pescar: É muito comum se capturar Armaus quando se está pescando Jaú, já que ambos freqüentam os mesmos locais, sendo que o Armau, muitas vezes, serve de alimento para o Jaú. Porém, se o pescador partir em busca apenas do Armau, ele deve utilizar equipamento médio/pesado, composto por vara para linhas de 12 a 30 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar até 100m de linha com 0,50mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 6/0 a 8/0. Deve-se utilizar chumbada suficiente para que a isca venha a tocar o fundo. Procede-se ancorando o barco próximo ao poço, a uma distância que faça com que a isca, ao ser arremessada, fique na parte mais profunda do rio. As melhores iscas são os minhocuçus, tuviras e pedaços de peixe. Dica: Será comum a ocorrência de jaús nesta pescaria, portanto leve um galão que flutue e amarre-o na ponta da corda da âncora que estiver amarrada ao barco, deixando um laço fácil de ser desfeito. Caso o peixe pareça muito maior que um Armau, desamarre o barco, deixando a âncora sinalizada e vá com o barco atrás do peixe , pois o material acima descrito serve apenas para os Armaus ficando muito leve para os Jaús. Melhor época: Pode ser capturado durante todo o ano respeitando, logicamente, as épocas de reprodução. Tamanho Mínimo: 35cm. |
| ARUANÃ |
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| Nome popular: Aruanã Nome científico: Osteoglossum bicirrhosum. Habitat: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Saiba mais: Peixe de escamas. Ele vive na beira dos lagos, ao longo dos igapós ou dos capins aquáticos, sempre à espreita de insetos (principalmente besouros) e aranhas que caem na água. É provavelmente o maior peixe do mundo cuja dieta é constituída principalmente por insetos e aranhas. Nada logo abaixo da superfície com os barbilhões projetados para a frente, mas a função dos barbilhões ainda é desconhecida. Em águas pouco oxigenadas, os barbilhões podem ser utilizados para conseguir oxigênio na superfície da água. O aspecto mais característico do comportamento alimentar do aruanã é a habilidade de saltar fora d'água e apanhar as presas ainda nos troncos, galhos e cipós. Um indivíduo adulto pode saltar mais de 1 metro fora d'água. A espécie se reproduz durante a enchente, e os machos guardam os ovos e larvas na boca. Os alevinos alcançam alto valor comercial como peixe ornamental. Equipamento e isca: O equipamento deve ser do tipo médio; linhas 12, 14 e 17 libras; anzóis 1/0 a 3/0. Este peixe pode ser capturado tanto com iscas naturais (peixes, camarão, insetos, etc) como com artificiais (plugs de superfície e meia água e colheres). Dica: É mais fácil capturar o aruanã na beira dos lagos e lagoas, nas proximidades de troncos e plantas aquáticas. O aruanã costuma dar saltos espetaculares quando capturado, e o pescador precisa ter muita atenção ao retirar o anzol do peixe para não se ferir. |
| BAGRE |
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| Nome Popular: Bagre Nome científico: Bagre spp - ARIIDAE. Habitat: Este peixe pode ser encontrado tanto em águas salgadas e salobras da costa leste brasileira como nas águas interiores do nosso território. O nome bagre é genérico, já que existem muitas espécies de bagre diferentes. No mar podem atingir até um metro de comprimento e 15Kg de peso, sendo que em águas interiores chegam a atingir apenas 2Kg, não considerando é claro os grandes Bagres que tem nome específico como por exemplo a Pirarara e a Piraíba. Como pescar: Este peixe pode ser pescado tanto na praia quanto embarcado em rios e canais de baías. - Em água salgada: Para a pesca de praia deve-se utilizar varas de 3,5 a 4,2m de comprimento, linha com 0,30mm de diâmetro, chumbada de 15 a 50g e anzóis tipo maruseigo de tamanho 2/0 a 4/0. Embarcado, deve-se utilizar varas de ação média para linhas de 10 a 20 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,40mm de diâmetro, chumbada com peso variando entre 15 e 50g e anzóis tipo maruseigo tamanho 2/0 a 4/0. A melhor isca para este tipo de peixe é o camarão morto. - Em água doce: Deve-se utilizar equipamento leve, composto por uma vara para linhas de 6 a 14 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100 metros de linha com 0,30mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo tamanho 1/0 a 3/0. Deve-se utilizar chumbada que faça com que a isca toque o fundo. Pode-se também pescar com vara de bambu ou telescópica, caso o pesqueiro possibilite que , desta forma, a isca fique ao alcance do peixe. As melhores iscas são as minhocas, larvas e pedaços de carne(coração de boi). Dica: Tome muito cuidado com os ferrões deste peixe, pois uma ferroada pode causar sérios danos ao pescador estragando a pescaria. Melhor época: Durante todo o ano. Tamanho mínimo: 25cm. |
| BARBADO |
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| Nome popular: Barbado Nome científico: Pinirampus pirinampu. Habitat: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de couro. A espécie é comum ao longo da beira dos rios, na frente de vilas e cidades, e, por esse motivo, é importante para a pesca de subsistência. Inclui vários itens alimentares em sua dieta, mas costuma ser um piscívoro bastante voraz quando ataca peixes presos nas redes. No Rio Madeira, na Cachoeira do Teotônio, cardumes de barba-chata aparecem em novembro e dezembro. Equipamento e isca: O equipamento é do tipo médio/pesado, montado com chumbo, para manter a isca no fundo. As linhas mais apropriadas são de 17, 20 e 25 libras e os anzóis de nº 4/0 a 8/0. Dica: É um peixe que briga muito. Deve ser colocado no gelo logo após capturado porque estraga facilmente. |
| BICUDA |
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| Nome popular: Bicuda Nome científico: Boulengerella spp. Habitat: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Saiba mais: Peixe de escamas. São de mar alto e profundo, assim como de superfície e meia água, encontrados em áreas de correnteza ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e nos lagos. Não formam grandes cardumes e não fazem migrações de desova. São extremamente piscívoros e vorazes, assim como muito esportivos, chegando a saltar fora d'água antes de se entregar. Não tem importância comercial. Equipamento e isca: Os equipamentos médio e médio/pesado são os mais indicados, sendo que as varas devem ser de ação rígida, já que a cartilagem da boca deste peixe é bem difícil de ser perfurada. As linhas devem ser de 14, 17 ou 20 libras, e os anzóis de nº 3/0 a 5/0. As iscas artificiais, como plugs de superfície e meia água, colheres e spinners, são as mais utilizadas na captura da bicuda, que também ataca iscas naturais, como peixes pequenos ou em pedaços. Dica: A fricção deve estar bem regulada, porque a bicuda costuma levar muita linha quando fisgada. O anzol deve estar bem afiado, porque se o peixe não for bem fisgado pode se desvencilhar do anzol durante os saltos. |
| BLACK BASS |
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| Nome popular: Black Bass Nome científico: Micropiterus Dolomieu. Habitat: Originário da América do Norte, mais especificamente do Canadá, o largemouth (boca grande) bass como lá é conhecido, foi introduzido no Brasil na década de 30 e habita várias represas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Técnicas de pesca: Com o auxílio de um barco com motor de popa e motor elétrico, deve-se procurar locais com estrutura tipo: paus, pedras, desbarrancados, etc. Procede-se arremessando-se a isca o mais próximo possível dessas estruturas, trabalhando-as lentamente. No caso de se utilizar minhocas artificiais, deve-se ter muita sensibilidade para sentir o Black Bass abocanhar a isca, pois a principal característica deste peixe é a sutileza com que ataca as suas presas. Por isso, em caso de dúvida, deve-se fisgar com força para que o anzol rompa a minhoca e fisgue o peixe. Dica: Faça sempre muito silêncio quando estiver pescando Black Bass, pois este peixe é muito arisco, fugindo ao menor sinal de perigo. Melhores épocas: O Black Bass pode ser capturado do mês de agosto até maio, sendo os melhores meses os de setembro e outubro quando ele se prepara para a reprodução e ataca praticamente tudo que passa a sua frente. Tamanho mínimo: 30cm. |
| CACHARA |
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| Nome popular: Cachara Nome científico: Pseudoplathystoma fasciatum. Habitat: As Cacharas freqüentam rios, lagoas, igarapés, desde a Amazônia até o Pantanal Mato-grossense. Freqüentam os locais de águas mais lentas, próximas a camalotes (aguapés) onde espreitam suas presas e , ao mesmo tempo, tem refúgio dos seus predadores. Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento médio/pesado, pois este peixe pode alcançar 1,20m de comprimento e pesar até 20 Kg. Deve-se utilizar uma vara para linhas de 10 a 30Lbs, a carretilha ou o molinete deve comportar 100m de linha de 0,50mm de diâmetro, sendo que na ponta da linha deve-se usar um empate ou encastoado e anzóis com tamanho variando de 6/0 a 10/0. As iscas mais utilizadas são as de pequenos peixes da região em que se está pescando, como as tuviras (morenitas), piaus, jejus, muçuns, etc. Pode-se também pescar com iscas artificiais que trabalham bem rente ao fundo, utilizando-se o mesmo equipamento das iscas naturais. Procede-se parando-se o barco a aproximadamente 20m do local em que se quer arremessar. Após tocar o fundo, deve-se manter a linha esticada, ficando à espera de pequenos toques que serão seguido de uma corrida longa. Quando a vara abaixar com a corrida do peixe, fisgue vigorosamente duas vezes para que o anzol fixe bem. Dica: Tome cuidado com os ferrões laterais, pois estes podem causar graves ferimentos no pescador descuidado. Melhores épocas: Pode ser capturado de fevereiro à outubro, sendo melhor as épocas de seca. Tamanho mínimo: 80cm. |
| CACHORRA |
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| Nome Popular: Cachorra Nome Científico: Hydrolycus scomberoides e Raphiodon vulpinus. Habitat: Dentre os dois tipos de Cachorra existentes no Brasil, um vive na Amazônia (Hydrolycus scomberoides) e o outro na Bacia do Prata (Raphiodon vulpinus). As duas espécies tem hábitos semelhantes e gostam de freqüentar os locais de águas mais rápidas e com estruturas como paus e pedras. Como pescar: Para se pescar Cachorras, deve-se utilizar um equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 12 a 30Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,40mm de diâmetro. Deve-se utilizar um encastoado de aço encapado próximo à isca , para evitar que os dentes afiados da Cachorra cortem a linha durante a briga. Tanto com iscas naturais como com iscas artificiais, procede-se arremessando a isca em locais de águas rápidas e turbulentas, próximo à estruturas como galhos, pedras, e desbarrancados, tomando cuidado de manter a linha esticada para que esta não enrosque e que permita a fisgada no primeiro ataque do peixe. Dica: Como a Cachorra salta muito ao se sentir fisgada, mantenha a vara abaixada com a linha esticada para que ao saltar, o peixe não escape. Melhor época: Pode ser pescada durante todo o ano, sendo que na estiagem, quando a água está mais limpa e o rio mais baixo, é mais fácil de encontrá-la, pois a disputa por alimento aumenta. Tamanho mínimo: 40cm. |
| CACHORRA-FACÃO |
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| Nome popular: Cachorra-facão Nome científico: Rhaphiodon vulpinus. Habitat: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe com diminutas escamas. Piscívoro, com reprodução ocorrendo de novembro a março. Não é importante como espécie comercial porque possui muita espinha e pouca carne. Equipamento e isca: Equipamentos do tipo médio; linhas de 14 a 20 libras; anzóis de nº 4/0 a 6/0. Recomenda-se usar empate de aço, com pelo menos 20cm. Pode ser capturado com peixes, pedaços ou inteiros, e também com plugs de superfície e meia água. Dica: As possibilidades de captura são muito maiores se a fisgada for feita de baixo para cima. |
| CAPARARI |
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| Nome popular: Caparari Nome científico: Pseudoplatystoma tigrinum. Habitat: Bacia Amazônica. Saiba mais: Peixe de couro. Piscívoro, pode ser encontrado em vários habitats, como matas inundadas, lagos, canal dos rios e praias. Realiza migrações de desova rio acima durante a seca ou início das chuvas. É importante na pesca comercial e esportiva. Equipamento e isca: Equipamentos do tipo médio/pesado; linhas de 17, 20, 25 a 30 libras; anzóis de nº 6/0 a 10/0. Recomenda-se usar empate de aço, com pelo menos 20cm. Pode ser capturado com peixes, pedaços ou inteiros, e também com plugs de superfície e meia água. É capturado principalmente com iscas naturais de peixes, como sarapós, muçuns, tuviras, lambaris, piaus, curimbatás e minhocuçus. Também pode ser capturado com iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo, principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao fundo. Dica: Os cuidados ao manusear esse peixe devem ser redobrados por causa dos espinhos das nadadeiras peitorais e dorsal. |
| CARPA |
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| Nome popular: Carpa Nome científico: Cyprinus carpio. Habitat: Peixe de água doce de origem asiática. Vivem em rios e represas sendo encontradas nas regiões sul e sudeste do Brasil. Existem várias espécies de Carpa, como por exemplo: Carpa Capim, Carpa Húngara, Carpa Cabeça Grande, Carpa Comum, Carpa Chinesa, etc. Como pescar: Deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por vara para linhas de 8 a 17 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para 70m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 1/0 a 3/0. Pode-se pescar tanto de fundo como com bóia, sendo que as melhores iscas são as minhocas e massas de mandioca com um pouco de sal e queijo. Dica: Para atrair a atenção deste peixe, faça uma ceva de pão ou pipoca. Melhor época: Durante todo o ano, respeitando-se as épocas de reprodução é claro. Tamanho mínimo: Não informado. |
| CORVINA ÁGUA DOCE |
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| Nome popular: Corvina Nome científico: Micropogonias furnieri. Habitat: Podem ser encontradas em toda a faixa litorânea brasileira, bem como na costa oeste paranaense, onde a Pescada Piauí foi introduzida e é chamada de Corvina. Vivem em locais com fundo arenoso, normalmente em cardumes não muito numerosos. Técnicas de pesca: Caso se queira pescar Corvinas de praia, deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis tipo 4330 tamanho 2/0 a 3/0, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré. Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões, sardinhas, manjubas e corruptos, preferencialmente vivos. Para se pescar embarcado, deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 8 a 17Lbs, molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,30mm de diâmetro e anzóis de tamanho 1/0 a 4/0. A chumbada deve correr na linha. Em regiões litorâneas deve-se utilizar as mesmas iscas da pesca de praia, porém na costa oeste do Paraná as melhores iscas são o lambari vivo e o camarão de água doce. Dica: Na pesca embarcada, o silêncio é fundamental. Na pesca de praia, deve-se arremessar no canal, que é facilmente localizado pela arrebentação das ondas. O início da arrebentação marca o final do canal. Melhores épocas: Meses de outubro, novembro e dezembro. Tamanho mínimo: 25cm |
| CURIMBATÁ |
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| Nome popular: Curimbatá Nome científico: Prochilodus spp. Habitat: Bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata e São Francisco. Foram introduzidos nos açudes do Nordeste. Existem também nas represas do Sul. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie detritívora, alimentando-se de matéria orgânica e microorganismos associados à lama do fundo dos lagos e margens de rios. Realizam longas migrações reprodutivas. São capturados em grandes cardumes, sendo uma espécie importante comercialmente, principalmente para populações de baixa renda. Equipamento e isca: A pesca amadora é praticada com equipamentos simples, com varas de 2 a 4 metros de comprimento. A linha, geralmente uns 50cm maior que a vara, varia entre 0,30mm e 0,40mm. Os anzóis são pequenos e finos para facilitar a fisgada, de nº 8 a 2. Como são peixes destritívoros, não atacam iscas artificiais. A melhor isca é a massa de farinha de trigo iscada no anzol até a metade do colo. Deve ser consistente, nem muito dura nem mole demais. Dica: Não são peixes fáceis de capturar porque pegam a isca muito de leve, exigindo bastante calma e sensibilidade para efetuar a fisgada no momento certo. |
| DOURADA |
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| Nome popular: Dourada Nome científico: Brachplathystoma flavicans. Habitat: Bacia Amazônica. Saiba mais: Peixe de couro. É um predador por excelência, atacando vorazmente os cardumes de peixes menores, principalmente peixes de escamas. Realiza longos migrações reprodutivas, percorrendo distâncias superiores a 4 mil quilômetros, desde o estuário amazônico até a área pré-andina na Colômbia, Peru e Bolívia. Os peixes levam de dois a três anos para migrar rio acima, antes de desovar aos três anos de idade. As larvas são carreadas rio abaixo pela forte correnteza, alcançando o estuário, que é o hábitat de crescimento, em duas a quatro semanas. A espécie tem importância comercial em diversas áreas da Amazônia. Equipamento e isca: O equipamento deve ser pesado, com linhas de 25 a 30 libras. Anzóis encastoados de nº 8/0 a 10/0 com aço recapado de 50-100 libras, com chumbo (para manter a isca no fundo). As iscas devem ser peixes inteiros, como o jaraqui, o curimbatá e até a matrinxã, entre outros. Dica: A pesca realizada no leito de grandes rios, nos poços e trechos abaixo das corredeiras e pedrais. É um peixe que briga muito, proporcionando bastante emoção ao pescador. |
| DOURADO |
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| Nome popular: Dourado Nome científico: Salminus maxillosus. Habitat: Encontra-se em toda a Bacia do Prata , desde o norte do Pantanal Mato-grossense até o sul do Paraguai, porém com a pesca predatória, já desapareceu de muitos rios. Técnicas de pesca: Para se pescar Dourados deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada com varas para linhas de 10 a 30Lbs, carretilha ou molinete que comporte 100m de linha 0,40mm. Pode-se pescar de duas maneiras: a) Iscas naturais: Com um encastoado e um anzol de tamanho 8/0, utilizando-se um pequeno peixe da região como isca (de preferência vivo) procede-se arremessando em locais de águas rápidas: corredeiras em saídas de poços, bocas de lagoas, etc. As melhores iscas são: Tuviras (morenitas), sauás, piaus e jejus. b) Iscas artificiais: Considerada uma das mais emocionantes modalidades de pesca, a pesca com iscas artificiais tem particularidades que só com a prática podem ser descobertas, porém algumas podem ser logo observadas, são elas: Dica: Ao ataque do Dourado, fisgue com bastante força, pois a boca deste peixe é muito dura, dificultando a fixação do anzol. Melhores épocas: Pode ser pescado de fevereiro a outubro, sendo melhor a época em que o rio está baixando, fazendo com que pequenos peixes que estavam presos nas lagoas saiam, promovendo assim, um "banquete". Tamanho mínimo: Pantanal = 55cm, Rio São Francisco = 60cm. |
| JACUNDÁ |
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| Nome popular: Jacundá Nome científico: Crenicichla lenticulata. Habitat: Existem em todo o Brasil, vivendo em rios, lagoas e represas, sempre próximos à estruturas como paus, pedras, etc. Técnicas de pesca: Para se pescar Jacundás, deve-se utilizar equipamento de ação leve, composto por uma vara para linhas de 04 a 12Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,25mm de diâmetro. Pode-se pescar com iscas naturais ou artificiais, sendo que as melhores iscas são: a) Iscas Naturais: Minhocas, bicho do pão e pequenos peixes. b) Iscas Artificiais: Spinners e pequenos plugs de meia água e superfície. Também pode-se utilizar varas de bambu ou telescópicas, linha de 0,30mm de diâmetro com o comprimento da vara e pequenos anzóis número 12 à 16. Pode-se utilizar bóia ou não, dependendo da profundidade em que se quer pescar. Neste caso, deve-se utilizar as iscas naturais. Dica: Quando capturar um Jacundá, preste atenção se não existem outros tentando tirar a isca da boca do que está fisgado. Caso isto aconteça, não retire-o primeiro da água. Proceda arremessando com outro equipamento, próximo ao peixe que está fisgado, pois , provavelmente, você conseguirá capturar vários outros que participam do cardume. Melhores épocas: Pode ser pescado durante todo o ano , desde que a água esteja limpa. Tamanho mínimo: Liberado |
| JATUARANA |
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| Nome popular: Jatuarana Nome científico: Brycon sp. Habitat: Bacia Amazônica. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie onívora: consome frutos, sementes, insetos e, às vezes, pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. No início da enchente forme grandes cardumes para a desova. É importante comercialmente e como peixes esportivo. Equipamento e isca: Equipamento do tipo médio, linhas de 10 a 17 libras e anzóis de nº 2/0 a 6/0. Sobre as iscas, utilize iscas artificiais (colheres e plugs) ou iscas naturais (frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas). Dica: Pode ser encontrado nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência é levar a isca para o fundo. |
| JAÚ |
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| Nome popular: Jaú Nome científico: Paulicea lutkeni Paulicea lutkeni. Habitat: Existe na Amazônia e na Bacia do Prata, sendo que nesta última, é a maior espécie encontrada na região. Freqüenta os grandes poços dos rios onde espreita suas presas. Como pescar: Deve-se utilizar equipamento de ação pesada, composto de vara para linhas de 20 a 50Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 150m de linha 0,60mm e anzóis encastoados de tamanho 10/0 a 14/0. Ancorando o barco um pouco acima do poço, procede-se arremessando-se a isca de forma que esta permaneça bem colada ao fundo, sendo necessária a utilização de chumbada de até 1000g (1Kg). Quando fisgado, este peixe pode tomar muitos metros de linha, pois além de forte ele é ajudado pela correnteza. Por isso, o pescador deve ter paciência ao brigar com o peixe, pois para que a linha não arrebente, é necessário as vezes mais de uma hora de briga. Dica: Se ao começar a pescaria, alguns armaus forem capturados, não desanime, pois o armau é o principal alimento do Jaú sinalizando que ele está por perto. Melhor época: Pode ser capturado durante todo o ano, pois este peixe sente pouco as adversidades climáticas. Tamanho mínimo: 90cm |
| JUNDIÁ |
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| Nome popular: Jundiá . Nome científico: Rhamdia spp. Habitat: Peixe de água doce que pode ser encontrado em praticamente todo o Brasil. Vive em rios com fundo arenoso, próximo à boca do canal onde procura alimento. Como pescar: Deve-se utilizar equipamento ultra leve, composto por uma vara para linhas de 4 a 12 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100 metros de linha com 0,25mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo tamanho 1/0 ou 2/0. Deve-se utilizar chumbada que faça com que a isca toque o fundo. Pode-se também pescar com vara de bambu ou telescópica, caso o pesqueiro possibilite que , desta forma, a isca fique ao alcance do peixe. As melhores iscas são as minhocas, larvas e pedaços de carne(coração de boi). Dica: Procure galhadas submersas e arremesse próximo a elas, aguardando o ataque que não deve demorar. Melhor época: Durante todo o ano, de preferência com água suja. Tamanho mínimo: Não informado. |
| JURUPENSÉM |
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| Nome popular: Jurupensém Nome científico: Sorubim cf. lima. Habitat: Bacia Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de couro. Espécie carnívora, alimentando-se de pequenos peixes, camarões e outros invertebrados. Na bacia Amazônica, pode formar grandes cardumes, que sobem os rios no final da época seca e início da enchente, quando desova. Os cardumes costumam se concentrar nos poços abaixo das corredeiras e são capturados pelos pescadores comerciais. Não tem muita importância comercial. Equipamento e isca: O equipamento é leve, com linhas de 17 a 25 libras e anzóis de nº 4, 2 e 1/0. As iscas naturais, como lambari, tuvira, minhoca, minhocuçu, pedaços de coração e fígado de boi são as mais indicadas. |
| JURUPOCA |
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| Nome popular: Jurupoca Nome científico: Hemisorubim platyrhynchos. Habitat: Bacia Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de couro. Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados. Vive na beira de rios e na boca das lagoas. A carne é amarelada e de excelente sabor. Equipamento e isca: Equipamento médio/pesado, com linhas de 17, 20 e 25 libras. Anzóis podem ser os de nº 2/0 a 6/0. Sobre a isca, utilize pedaços de peixes, como sardinha de água doce, lambaris e pequenos curimbatás. |
| LAMBARI |
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| Nome popular: Lambari Nome científico: Astyanax spp, Mimagoniates spp. Habitat: Em todo o Brasil, segundo estudos, existem mais de trezentas espécies de Lambaris, havendo portanto uma grande variação de cor e formato, porém o tamanho máximo encontrado , dificilmente passa de 20cm. Freqüenta rios , lagoas, represas, etc, sendo que se alimenta tanto de vegetais como de animais (insetos, minhocas, etc.). Pode ser considerado como um dos peixes mais pescados em todo o Brasil, pois além de muito saboroso, é também uma excelente isca para se pescar muitos peixes. Técnicas de pesca: O Lambari pode ser pescado tanto com iscas artificiais, como com iscas naturais. a) Iscas Artificiais: deve-se utilizar equipamento de ação ultraleve, composto por uma vara para linhas de 4 a 10Lbs, utilizando-se iscas muito pequenas, que exigem o auxílio de uma bóia de arremesso. A bóia deve ser arremessada de modo que ao ser recolhida continuamente faça com que a isca passe perto de onde os Lambaris estão concentrados. Pode-se utilizar até três iscas em um mesmo equipamento, fazendo com que o rendimento da pescaria aumente consideravelmente. Algumas iscas se assemelham à moscas, podendo também ser arremessadas com equipamento de fly número 3 à 6. b) Iscas Naturais: deve-se utilizar uma vara de bambu ou telescópica com 2,10 a 5,0m de comprimento, linha de 0,16mm a 0,20mm de diâmetro uma pequena bóia do tipo pena, sendo facultativo o uso de chumbada. Procede-se arremessando a isca, observando o movimento da bóia provocado pelo peixe. As melhores iscas naturais são: minhocas, massas , pedaços de queijo, bicho do pão (Tenébrio Molitor) e bicho da laranja. Dica: Com iscas naturais, deve-se ficar muito atento para a fisgada, pois a rapidez do Lambari faz com muitas iscas sejam roubadas. Melhor época: Pode ser pescado durante todo o ano, sendo que no verão a sua incidência é maior. Tamanho mínimo: Liberado. |
| MANDI |
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| Nome popular: Mandi Nome científico: Pimelodus spp. Habitat: Bacia Amazônica, Araguais-Tocantins, Prata, Tocantins e Atlântico Sul. Saiba mais: Peixe de couro. É onívoro, alimentando-se de peixes, invertebrados, frutos/sementes e detritos. Vive nos remansos das margens dos rios. Na Amazônia, é um peixe muito comum na beira dos rios. Como é facilmente capturado com anzol, é importante para a pesca de subsistência. Mesmo sendo um peixe pequeno, por causa da sua abundância, é muito encontrado em mercados e feiras. Equipamento e isca: Equipamento do tipo leve/leve médio; linhas de 10 a 14 libras; anzóis até o nº 2/0. As iscas podem ser naturais, como minhoca, peixes pequenos ou em pedaços, queijo prato. Dicas: Esse peixe deve ser manuseado com cuidado, porque os espinhos das nadadeiras dorsal e peitorais podem causar ferimentos dolorosos. |
| MANDUB |
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| Nome popular: Mandubé Nome científico: Ageneiosus brevifilis. Habitat: Bacia Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de couro. Espécie carnívora, alimentando-se de peixes e invertebrados (camarões e insetos). vive ao longo dos rios, nos remansos entre as corredeiras. É muito apreciada como alimento em algumas regiões. Equipamento e isca: O material é do tipo leve, com molinete ou carretilha; linha 0,30 a 0,40 libras; anzóis de nº 2 a 8. As iscas podem ser pedaços de peixe (lambari, sauá, etc.), minhoca, pitu, insetos, coração e fígado de boi e tripa de galinha. |
| MATRINXÃ |
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| Nome popular: Matrinxã Nome científico: Brycon sp. Habitat: São encontradas em águas amazônicas, onde freqüentam rios e lagoas a procura de frutinhas e pequenos peixes, seus principais alimentos. Vivem próximas à estruturas como paus submersos, onde espreitam suas presas. Técnicas de pesca: A Matrinxã pode ser considerada hoje, como um dos peixes mais esportivos das águas interiores brasileiras, pois promove ataques cinematográficos às iscas artificiais, seguidos de fortes corridas e saltos acrobáticos. A melhor forma de se pescar Matrinxãs é na modalidade de pesca com iscas artificiais, sendo que o equipamento utilizado deve ser de ação média composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,35mm de diâmetro. As melhores iscas são os pequenos plugs de superfície, meia água e spinners. Procede-se arremessando junto a estruturas submersas ou embaixo de árvores frutíferas, trabalhando os plugs com pequenos toques para provocar o ataque do peixe. Os spinners devem ser recolhidos de forma contínua e com velocidade média. Dica: Utilize linhas mais finas para aumentar a esportividade da pescaria. Tome cuidado quando o peixe saltar, pois é nesta hora que as iscas costumam escapar da boca do peixe vindo em direção ao pescador. Melhor época: Nas épocas de seca, pois os rios estão mais baixos, deixando as Matrinxãs mais vulneráveis. Nas épocas de cheia, os peixes se infiltram na floresta alagada, onde é impossível de se arremessar. Tamanho mínimo: 30cm. |
| PACÚ |
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| Nome popular: Pacú Nome científico: Piaractus mesopotamicus. Habitat: No Brasil existem mais de trinta espécies de Pacú, sendo que pode ser encontrado em quase todo o território nacional. Porém , é mais pescado no Pantanal Mato-grossense. Freqüenta rios e lagoas nas épocas de cheia, onde come quase de tudo, vegetais, frutas, peixes, etc. Técnicas de pesca: O Pacú pode ser pescado de duas maneiras: a) Na Batida: Com o barco na rodada próximo a um barranco com árvores frutíferas, utilizando-se um varejão de aproximadamente 4,0m de comprimento, linha de 0,50mm de diâmetro do comprimento da vara e um anzol encastoado de haste curta, tamanho de 3/0 a 6/0, procede-se batendo com a isca (fruta, coquinho ou bola de massa) 2 ou 3 vezes seguidas deixando a isca afundar até que o Pacú a ataque. Fisgue com bastante força para que o anzol fixe na boca dura do peixe. b) No Arremesso: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, anzol encastoado de haste curta de número 3/0 a 6/0 e chumbada que possa correr pela linha. Com o barco amarrado próximo ao barranco, arremessa-se a isca de modo que ao afundar ela fique em locais como: debaixo de camalotes, barrancos com árvores frutíferas, etc. As melhores iscas são as que possuem gosto azedo: caranguejo, filé de peixe amanhecido e frutas da região. Dica: Tanto na batida como no arremesso, deve-se fazer o máximo de silêncio, pois ao menor barulho os Pacús somem. Melhor época: Como no verão o Pantanal está fechado para pesca, os melhores meses serão os de março e abril, pois o nível das águas deverá estar alto e ainda deverão existir árvores derrubando frutas na água, local onde haverá maior concentração de Pacús. Tamanho mínimo: 40cm. |
| PACUS |
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| Nome popular: Pacu-comum, Pacu-branco, Pacu-manteiga Nome científico: Mylossoma spp., Myleus spp., Metynnis spp. e Myloplus spp. Habitat: Bacia Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie geralmente herbívora, alimentando-se material vegetal e algas, com tendência frugívora. Algumas espécies podem ser encontradas em rios, lagos e na floresta inundada, outras em pedrais e corredeiras. São importantes na pesca de subsistência. Na Amazônia, forma cardumes e desce os rios para desovar, sendo importante na pesca comercial local. Equipamento e isca: O material é do tipo leve/médio; linhas de 10 a 14 libras; chumbada pequena; anzóis pequenos. Na pesca de batida, usa-se vara com linha de 25 a 30 libras e anzóis até o nº 5/0. As melhores iscas são as naturais, como frutos ou sementes, algas filamentosas e minhoca. |
| PIAPARA |
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| Nome popular: Piapara Nome científico: Leporinus elongatus. Habitat: Pode ser encontrada desde o Pantanal Mato-grossense até o sul do Paraguai. Freqüenta canais , poços e margens dos rios onde procura alimento. Técnicas de pesca: A Piapara pode ser pescada das margens ou embarcado, com vara de bambu linha do comprimento da vara, um pequeno anzol tipo maruseigo número 14 e chumbada que possa correr na linha. Pode também ser pescada com equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar aproximadamente 100m de linha 0,40mm de diâmetro e um pequeno anzol tipo maruseigo número 14, pois a boca deste peixe é muito reduzida. As melhores iscas são: milho verde cozido ou azedo, bolinhas de massa, pedaços de coração de boi e pequenos caramujos. As iscas feitas com pedaços de carne, como coração de boi por exemplo, podem atrair piranhas, vindo a prejudicar a pescaria de Piaparas e, neste caso, deve-se mudar de pesqueiro. Para aumentar a concentração de peixes no pesqueiro, pode-se fazer uma ceva com milho moído e capins. Dica: Ao ser fisgada, a Piapara briga muito, por isso mantenha a embreagem do seu molinete ou carretilha regulada para que a linha não venha a estourar. O silêncio é fundamental para o sucesso da pescaria. Melhor época: Pode ser capturada o ano todo, sendo melhor as épocas de calor com água limpa. Tamanho mínimo: 30cm. |
| PIAU-FLAMENGO |
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| Nome popular: Piau-flamengo, Aracu-pinima Nome científico: Leporinus fasciatus, Leporinus aff. affinis. Habitat: Bacia Amazônica e Araguais-Tocantins. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie onívora, com tendência a carnívora, consumindo principalmente invertebrados (insetos). São encontrados nas margens de rios, em locais com fundo arenoso e com pedras. São importantes para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras. Equipamento e isca: Equipamento leve, linhas de 8 a 10 libras, anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu para pescarias de barranco. As iscas devem se naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão. Dica: É preciso muita habilidade para fisgar esse peixe, pois são muito ariscos. |
| PIAU-TRÊS-PINTAS |
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| Nome popular: Piau-três-pintas, Aracu-comum, Aracu-cabeça-gorda Nome científico: Leporinus freiderici. Habitat: Bacias Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente nas margens de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras. Equipamento e isca: Equipamento leve, linhas de 8 a 10 libras, anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu para pescarias de barranco. As iscas devem se naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão. Dica: É preciso muita habilidade para fisgar esse peixe, pois são muito ariscos. |
| PIAUÇU |
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| Nome popular: Piauçu ou Piavuçu Nome científico: Leporinus sp. Habitat: Vivem nas margens dos rios, embaixo de camalotes e bocas de lagoas. Parente da Piapara, está presente no Pantanal Mato-grossense bem como nos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro, anzóis de haste curta tamanho 2/0 a 5/0 e chumbada móvel na linha. As melhores iscas são: caranguejos, frutas e pequenos peixes inteiros ou em pedaços. Procede-se arremessando a isca deixando afundar, mantendo a linha esticada. Deve-se fisgar ao se sentir toques curtos na linha, pois o Piauçu costuma roubar a isca com extrema rapidez. Dica: Mantenha a embreagem do seu molinete ou da sua carretilha bem regulada, pois este peixe briga muito tomando vários metros de linha antes de ser embarcado. Melhores épocas: Em toda a estação de pesca no Pantanal, que vai de fevereiro a outubro. Tamanho mínimo: 40cm. |
| PINTADO |
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| Nome popular: Pintado Nome científico: Pseudoplathystoma corruscans. Habitat: Pode ser encontrado desde o Mato Grosso , passando por Minas Gerais, Goiás até o sudoeste do Paraná e sul do Paraguai. Freqüenta locais como: boca de canais dos rios, bocas de corichos e embaixo de camalotes. Prefere locais onde o fundo é arenoso. Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada para pesada, pois este peixe pode alcançar até 80Kg, apesar de exemplares como este serem muito difíceis de serem capturados hoje em dia, pois a pesca predatória é muito grande. A vara deve ser para linhas de 15 a 45Lbs, a carretilha ou o molinete deve armazenar 100m de linha de 0,50mm de diâmetro e os anzóis devem ser encastoados de tamanho 7/0 a 10/0. Deve-se utilizar chumbada que possa correr na linha, tendo seu peso variando com a profundidade do pesqueiro e a correnteza. Com iscas naturais, pode-se pescar na rodada ou ancorado, sendo que as melhores iscas são: tuvira (morenita), cascudinho, jeju, lambaris, piaus e pedaços de peixe. Com iscas artificiais , pode-se pescar no arremesso ou no corrico sendo esta última a melhor opção. As melhores iscas serão as de profundidade com tamanho variando entre 20 e 30 cm de comprimento. Dica: Quando estiver em um determinado local do rio, teste todas as possibilidades, pois pode ocorrer de não se estar pegando nada em uma curva, porém , na mesma curva do outro lado do rio pode haver um grande cardume passando desapercebido. Melhor época: Pode ser pescado durante todo o ano, devendo se evitar as épocas de frio. Tamanho mínimo: 80cm. |
| PIRANHA |
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| Nome popular: Piranha Nome científico: Serrasalmus spp. Habitat: Vivem em rios, lagoas e represas, desde o norte da Amazônia até a costa oeste do Rio Grande do Sul. Conhecida como predadora implacável, a Piranha está sempre a procura de carne, seja de peixe ou qualquer outro animal sendo, portanto, muito fácil de ser capturada. Técnicas de pesca: Para se pescar Piranhas , pode-se utilizar qualquer tipo de equipamento, desde que a isca seja um pedaço de carne, de preferência sangrando, pois a Piranha pode captar a isca a muitos metros de distância. As maiores Piranhas existentes são as do Pantanal e as Piranhas pretas que vivem em águas Amazônicas. Para estas, deve-se utilizar equipamento de ação média a média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro e um anzol número 4/0 a 7/0 encastoado, pois as piranhas têm dentes que podem cortar a linha facilmente. Dica: Para atrair grandes cardumes de Piranhas é muito fácil, pois basta cevar o local com pedaços de carne com sangue, que é o principal atrativo para este tipo de peixe. Melhores épocas: Durante todo o ano, sempre respeitando as épocas de Piracema. Tamanho mínimo: 25cm. Apesar de muitos pescadores acharem que devem matar todas as Piranhas que são capturadas, deve-se soltar a maioria, pois a Piranha pode ser considerada como o maior protetor dos peixes do Pantanal e da Amazônia, já que rouba muitas iscas, evitando que outras espécies sejam capturadas em excesso. |
| PIRANHA-VERMELHA |
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| Nome popular: Piranha-vermelha Nome científico: Pygocentrus nattereri. Habitat: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata, São Francisco, açudes do Nordeste. Saiba mais: Peixe de escamas. É muito comum, ocorrendo em lagos e lagoas de águas barrentas. Vive em cardumes pequenos ou até com mais de cem indivíduos. É uma espécie piscívora e, como forma grandes cardumes, pode ser perigosa em determinadas situações. Em algumas regiões, a piranha-vermelha é bastante apreciada, principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco. Equipamento e isca: Equipamento do tipo médio, com linhas de 14, 17 e 20 libras, anzóis de nº 3/0 a 6/0. Utilize como isca peixes em pedaços, vísceras e iscas artificiais de meia água. Dica: O pescador deve ter muito cuidado ao manusear esse peixe, pois qualquer descuido pode acabar em acidente sério. |
| PIRACANJUBA |
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| Nome popular: Piracanjuba Nome científico: Triurobrycon lundii. Habitat: Podem ser encontradas no Pantanal Mato-grossense e nos rios e represas dos estado de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Vivem próximo às margens onde procuram alimento. Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação leve, composto por uma vara para linhas de 8 a 14Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,30mm de diâmetro. Para iscas naturais, deve-se utilizar anzóis de tamanho 1/0 a 3/0, sendo que as melhores iscas são: pequenos peixes (inteiros ou em pedaços), miolo de pão, bolinhas de massa e milho verde cozido. As iscas artificiais mais eficientes para a pesca da Piracanjuba são os plugs de meia água e spinners. Pode-se também pescar com varas de bambu ou telescópicas, linha de diâmetro 0,25mm com o mesmo comprimento da vara e pequenos anzóis número 12 ou 14. Pode-se utilizar bóia ou não, dependendo da profundidade em que se quer pescar. Dica: Pode-se fazer uma ceva, utilizando-se milho verde moído, fazendo assim, com que a produtividade da pescaria aumente. Melhor época: Nas épocas de seca, quando a água estiver limpa. Tamanho mínimo: 40cm. |
| PIRAÍBA |
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| Nome popular: Piraíba Nome científico: Brachyplathystoma filamentosum. Habitat: É o maior peixe de água doce do Brasil, pois pode atingir até 300Kg de peso. Existe apenas na Bacia Amazônica em canais de grandes rios. Gosta também de freqüentar a barra de rios de menor porte para espreitar suas presas. Como pescar: A pesca deste peixe é uma batalha, pois facilmente ele ultrapassa seus 100Kg de peso, dando ao pescador muito trabalho para embarca-lo. O equipamento a ser utilizado deve ser de ação extra-pesada, com varas curtas e firmes. As carretilhas devem armazenar pelo menos 100 de linha com resistência mínima de 50Lbs. Utilize como isca pequenos peixes e, para que a isca toque o fundo, faça uso da quantidade certa de chumbo. É normal que, ao se fisgar um peixe deste, o pescador tenha que ligar o motor de popa para segui-lo, fazendo-o cansar lentamente. Dica: Sempre que for pescar este peixe, leve um ou dois companheiros, pois dificilmente alguém consegue embarcar um peixe deste porte sozinho. Melhor época: Pode ser capturado durante todo o ano, respeitando-se é claro, as épocas de piracema. Tamanho mínimo: 120cm |
| PIRAPITINGA |
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| Nome popular: Pirapitinga Nome científico: Piaractus brachypomus. Habitat: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie herbívora, com tendência a frugívora. Permanece nos rios durante a época de seca e entra nos lagos, lagoas e matas inundadas durante as cheias, onde é comum encontrá-la debaixo das árvores se alimentando dos frutos ou sementes que caem na água. É importante nas pescarias comerciais e na pesca esportiva. Equipamento e isca: Os equipamentos mais recomendados são do tipo médio/pesado e pesado para os grandes exemplares. As linhas devem ser de 17, 20, 25 e 30 libras. Deve-se usar empates curtos, por causa dos dentes e da boca pequena da pirapitinga. Os anzóis devem variar dos nº 2/0 a 8/0. As iscas devem ser frutos/sementes da região, as preferidas pela espécie, e minhocuçu. Dica: A pesca com anzol é mais fácil quando o peixe está batendo. A isca de minhocuçu, por exemplo, deve ser arremessada na batida do peixe. |
| PIRAPUTANGA |
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| Nome popular: Piraputanga Nome científico: Brycon orbygnianus. Habitat: Habitam o Pantanal Mato-grossense, onde existem em grande quantidade. Se alimentam de pequenos peixes, frutos, flores e insetos. São facilmente encontradas em poços, corredeiras e embaixo de árvores frutíferas. Técnicas de pesca: O equipamento deve ser de ação leve ou média/leve, composto por uma vara para linhas de 8 a 14Lbs, carretilha ou molinete que comporte até 100m de linha de 0,30mm de diâmetro. Deve-se utilizar anzóis número 12 a 16 e pouco chumbo, pois se concentram à meia água. As iscas naturais mais utilizadas são: frutas da região, peixes pequeninos , vísceras de peixe e milho verde cozido. Caso se queira pescar com iscas artificiais, deve-se utilizar pequenos plugs de superfície, meia água e spinners. Também pode-se pescar com varas de bambu ou telescópicas, linha de 0,30mm de diâmetro com o mesmo comprimento da vara e anzóis de número 12. Pode-se utilizar bóia ou não, dependendo da profundidade em que se quer pescar. Dica: Mantenha a embreagem do seu molinete ou carretilha bem regulada pois, quando fisgada, a Piraputanga dá fortes corridas que podem comprometer a linha. Quanto mais fina for a linha, mais esportiva estará sendo a pescaria. Melhor época: Podem ser capturadas durante toda a temporada de pesca no Pantanal, que vai de fevereiro a outubro. Tamanho mínimo: 30cm. |
| PIRARARA |
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| Nome popular: Pirarara Nome científico: Phractocephalus hemeliopterus. Habitat: Freqüenta os rios de médio e grande porte da Amazônia sendo que gosta particularmente de poços e canais, podendo até freqüentar algum banco de areia com média profundidade se ali houver alimento. Como Pescar: Deve-se utilizar equipamento de ação pesada , pois este peixe atinge até 50Kg de peso, sendo que briga muito antes de ser embarcado. A vara deve ser firme para proporcionar uma boa fisgada, a carretilha ou molinete deve armazenar 150m de linha com 0,60mm de diâmetro e os anzóis devem ser encastoados com tamanho 10/0 a 14/0. Ancorando-se o barco próximo ao poço ou canal, procede-se arremessando a isca utilizando-se chumbo para que a isca atinja o fundo. Dica: Após a fisgada brigue com paciência, pois não é raro que se brigue mais de um hora antes de se embarcar o peixe. Melhor época: pode ser capturado durante todo o ano, respeitando-se é claro a época de piracema. Tamanho mínimo: Não informado. |
| SAICANGA |
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| Nome popular: Saicanga Nome científico: Acestrorhynchus falcatus. Habitat: Vive em rios , lagoas e represas, sempre próxima a estruturas como paus, pedras, etc. Existem em todo o território brasileiro e , em algumas regiões, é confundida com o popular Lambari. Técnicas de pesca: A maneira mais tradicional de se pescar Saicangas, é utilizando-se varas de bambu ou telescópicas, linha de 0,30mm de diâmetro com o comprimento da vara, uma pequena bóia e pequenos anzóis número 10,12 ou 14. Deve-se utilizar, também, um pequeno chumbo para afundar a isca. As melhores iscas naturais são as minhocas, o bicho do pão (Tenébrio molitor) e massas. Outra maneira de se pescar Saicangas, é na modalidade de pesca com iscas artificiais, utilizando-se equipamento de ação leve, composto por uma vara para linhas de 4 a 12Lbs, molinete ou carretilha com capacidade para 100m de linha de 0,25mm de diâmetro. As melhores iscas são os spinners e os plugs de meia água. Dica: Utilize um arranque composto por 50cm de linha de 0,35mm de diâmetro, pois a Saicanga tem dentes afiados que podem cortar a linha facilmente. Melhores épocas: Pode ser pescada durante todo o ano, porém é nos meses de verão que tem maior incidência. Tamanho mínimo: Liberado |
| SURUBIM-CHICOTE |
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| Nome popular: Surubim-chicote Nome científico: Sorubimichthys planiceps. Habitat: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Saiba mais: Peixe de couro. Vive no leito dos rios, consumindo principalmente peixes. Realiza migração reprodutiva e desova no início da enchente. Tem relativa importância comercial, já que, apesar do tamanho, não atinge muito peso por causa da cabeça grande e do corpo muito fino. É encontrado nos mercados locais e frigoríficos. Equipamento e isca: Equipamento médio/pesado, com linhas entre 20-25 libras, anzóis de nº 4/0-8/0 e linha de fundo com chumbo oliva. As iscas devem ser naturais, como tuviras e outros peixes, inteiros e em pedaços, e minhocuçu. Dica: A pesca com anzol é mais fácil quando o peixe está batendo. A isca de minhocuçu, por exemplo, deve ser arremessada na batida do peixe. |
| TABARANA |
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| Nome popular: Tabarana Nome científico: Salminus hilarii. Habitat: Vive em águas rápidas e encachoeiradas próximo aos grandes poços dos rios. Estão presentes em grande parte do território brasileiro sendo mais pescadas nos estados de São Paulo e Paraná. Técnicas de pesca: Podem ser pescadas tanto com iscas naturais como com iscas artificiais. Deve-se utilizar equipamento de ação média/leve, composto por uma vara para linhas de 8 a 14Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,35mm de diâmetro. Para as iscas naturais, deve-se utilizar anzóis com tamanho variando entre 2/0 e 4/0, sendo que as melhores iscas são pequenos peixes, minhocas e larvas. As melhores iscas artificiais, são: spinners e plugs de meia água. Dica: Ao sentir o ataque do peixe, fisgue com força, pois a boca dura do peixe dificulta a fixação do anzol. Melhores épocas: No meses do verão, quando a água estiver limpa. Tamanho mínimo: 30cm. |
| TAMBAQUI |
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| Nome popular: Tambaqui Nome científico: Colossoma macropomum. Habitat: Bacia Amazônica. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie migradora, realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos ou sementes. Durante a seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar. Nessa época, não se alimentam, vivendo da gordura que acumulam durante a época de cheia. Uma das espécies comerciais mais importantes da Amazônia central. Equipamento e isca: Os equipamentos mais recomendados são do tipo médio/pesado, e pesado para os grandes exemplares. As linhas devem ser de 17, 20, 25 e 30 libras. Deve-se usar empates curtos, por causa dos dentes e da boca pequena do tambaqui. Os anzóis devem variar do nº 2/0 a 8/0. As iscas devem ser frutos/sementes da região, as preferidas pela espécie, e minhocuçu. Dica: A pesca com anzol é mais fácil quando o peixe está batendo. A isca de minhocuçu, por exemplo, deve ser arremessada na batida do peixe. |
| TILÁPIA |
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| Nome popular: Tilápia Nilótica Nome científico: Oreochromis niloticus. Habitat: Originárias do continente africano, mais precisamente do rio Nilo, as Tilápias Nilóticas povoam as águas lênticas de lagoas e represas por todo o Brasil. Técnicas de pesca: Deve-se utilizar uma vara telescópica com 2,10 a 4,20m de comprimento, linha 0,25mm de diâmetro com o comprimento da vara, bóia pena, chumbo fixo na linha e um anzol com tamanho variando entre número 12 e 14. Como as Tilápias Nilóticas dificilmente se alimentam de pequenos animais (insetos, minhocas, etc), as melhores iscas serão: capim, erva doce, milho verde cozido e massa. Recomenda-se o uso de três varas ao mesmo tempo, com uma isca diferente em cada vara, pois assim pode-se descobrir qual a isca de preferência do peixe e passar a pescar com a mesma isca nas três varas. Também é recomendado que se faça uma ceva com milho e capim, para que a concentração dos peixes aumente. Dica: A produtividade da pescaria é maior durante a noite, com um farolete apontado para a água, pois as Tilápias são atraídas pela luz e não enxergam o pescador. Melhor época: Podem ser pescadas durante todo o ano, sendo que no verão é mais fácil de serem capturadas, pois se alimentam com mais freqüência. Tamanho mínimo: 20cm. Nome popular: Tilápia Rendali Nome científico: Tilápia rendali. Habitat: De origem africana, a Tilápia Rendali foi introduzida em lagoas e represas de todo o Brasil, onde se adaptou muito bem, sendo considerada como um peixe muito esportivo, pois pode ser capturado tanto com iscas naturais como com iscas artificiais, já que é considerado um peixe onívoro. Técnicas de pesca: A Tilápia Rendali pode ser pescada de duas maneiras: a) Iscas Naturais: Deve-se utilizar uma vara telescópica de 2,10 a 4,20m de comprimento, linha de 0,25mm de diâmetro, bóia pena, um pequeno chumbo fixo na linha e um anzol tipo maruseigo número 10, 12 ou 14. As melhores iscas são as minhocas, bicho do pão (tenébrio molitor) e bicho da laranja. O pescador deve procurar barrancos onde possa encontrar algum tipo de ceva natural, ou seja, árvores derrubando pequenos frutos na água, locais onde há concentração de insetos (lâmpadas que permanecem acesas sobre a água durante a noite),etc. Este tipo de pescaria é considerado como sendo o mais tradicionais de todos. b) Iscas Artificiais: Deve-se utilizar equipamento de ação leve, composto de uma vara para linhas de 8 a 14Lbs, carretilha ou molinete que comporte 100m de linha de 0,25mm de diâmetro e pequenas iscas tais como: spinners, plugs de meia água ou de superfície. Pode-se também utilizar equipamento de fly (mosca) número 5 a 8 dependendo da isca que se for arremessar, nesse caso deve-se utilizar as iscas que forem mais parecidas com os insetos existentes na região. Procede-se arremessando em locais onde exista alguma ceva natural como descrito no ítem a). Dica: Caso a água do pesqueiro seja muito limpa, mantenha a maior distância possível, pois as Tilápias não atacarão a isca caso enxerguem o pescador. Melhor época: As Tilápias entram em atividade no mês de outubro com o aumento da temperatura, podendo ser pescada até o mês de abril. Tamanho mínimo: 20cm. |
| TRAÍRA |
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| Nome popular: Traíra Nome científico: Hoplias malabaricus. Habitat: Vivem em águas paradas nas represas, lagoas e brejos em todo o Brasil. Têm alta resistência a locais com pouco oxigênio. Podem atingir até 60cm de comprimento e 4,0 Kg de peso. Técnicas de pesca: Na maneira mais tradicional de se pescar Traíras deve-se utilizar um varejão de bambu de aproximadamente 4,0m de comprimento, linha de 0,40mm de diâmetro, bóia, empate de aço com 10cm de comprimento e um anzol com tamanho de 1/0 a 6/0. Como iscas, deve-se utilizar: lambaris, rãs e miúdos de frango. Outra forma de se pescar, é utilizando equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs, um molinete ou carretilha que comporte 100m de linha 0,40mm de diâmetro, um empate de 10 cm de comprimento e iscas artificiais. As melhores iscas serão: plugs de superfície, plugs de meia água e spinner baits. Procede-se arremessando-se as iscas naturais ou artificiais em locais onde haja paus, pedras e capim. Dica: Tome sempre muito cuidado com os dentes da Traíra, pois ao morder ela dificilmente larga, tendo muitas vezes que ser morta para abrir a boca. Melhor época: As Traíras se alimentam com maior freqüência no verão , quando a temperatura ambiente é mais elevada. Tamanho mínimo: 30cm. |
| TRAIRÃO |
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| Nome popular: Trairão Nome científico: Hoplias lacerdae. Habitat: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e do Prata. Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie piscívora, muito voraz. Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos. Equipamento e isca: Equipamento médio/pesado, com linhas de 17, 20 e 25 libras, anzóis de nº 6/0 a 8/0, encastoados com arame ou cabo de aço recapado de 50 a 10 libras. As iscas, naturais, podem ser pedaços de peixes (cachorra, matrinxã, curimbatá, etc.). As iscas artificiais também são muito utilizadas, principalmente os plugs de superfície e meia água, spinnerbaits e colheres. Dica: Muito cuidado ao retirar o anzol da boca do trairão, porque a mordida é forte e os dentes afiados. |
| TRUTA |
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| Nome popular: Truta Arco-Íris Nome científico: Oncorhynchus mykiss. Habitat: Originária dos Estados Unidos, a Truta Arco-íris foi introduzida no Brasil no final da década de 40 e está presente atualmente em rios dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Técnicas de pesca: A Truta Arco-íris é pescada na modalidade de pesca com iscas artificiais de duas formas: a) Spinning: Com um equipamento de ação leve, composto por uma vara para linhas de 4 a 10Lbs, um pequeno molinete ou carretilha com capacidade de armazenar 100m de linha 0,20mm de diâmetro e pequenos spinners como isca, o pescador deve proceder arremessando a isca em pequenos poços espalhados pelo rio, recolhendo-a de forma contínua, apenas aguardando o ataque do peixe. b) Fly: A pesca com equipamento de fly (mosca), requer um pouco mais de técnica do pescador, pois tem várias particularidades essenciais para o seu sucesso. O equipamento a ser utilizado deve ser número 3, 4 ou 5, sendo que normalmente deve se utilizar linhas floating (flutuantes) e intermediárias. As iscas imitam moscas, principal alimento das Trutas Arco-íris, sendo que as melhores moscas são: Woolly Worms, Woolly Buggers, Ninfas, Montanas, Gramites e Dries. Dicas: Amasse sempre a farpa dos anzóis das moscas, pois facilita a remoção e aumenta a esportividade sem prejudicar a pescaria. Melhores épocas: Pode-se pescar Trutas Arco-íris durante todo o ano, porém , no inverno, quando ocorrem as maiores estiagens, a sua incidência é maior. Tamanho mínimo para abate: Como a Truta Arco-íris é considerada como peixe alienígena, não há um tamanho mínimo para o seu abate, porém quem ama a natureza não a depreda e mata só o necessário para uma refeição. |
| TRUTA-ARCO-ÍRIS |
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| Nome popular: Truta Arco-íris Nome científico: Oncorhynchus mykiss. Habitat: Espécie nativa dos Estados Unidos, Canadá e Alaska, mas já foi introduzida em todos os continentes. No Brasil, foi introduzida principalmente nos rios serranos das regiões Sudeste e Sul. Saiba mais: Peixe de escamas. Vive em pequenos rios de águas frias e oxigenadas, nas corredeiras, poços e remansos. Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e insetos. A carne é de excelente qualidade. Peixe bastante esportivo. Equipamento e isca: Equipamento leve e ultraleve e na modalidade de fly, linhas variando de 4 a 10 libras. Iscas artificiais, como pequenos spinners e colheres, pequenos plugs de meia-água; e na modalidade de fly, moscas e ninfas. Dica: Quando praticar o pesque-e-solte, evite pegar o peixe com a mão. Em último caso, utilize o puça. |
| TUCUNARÉ |
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| Nome popular: Tucunaré Nome científico: Cichla spp. Habitat: Originário da Amazônia, podem ser encontrados em lagoas marginais aos rios nas épocas de seca e nos igapós nas épocas de cheia. Atualmente, também são encontrados em represas hidrelétricas desde o oeste do Paraná (Itaipú) até o estado de Goiás (Emborcação) e no norte do Pantanal Mato-grossense (Rio Piquiri). Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média a média/pesada, com vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro, um arranque de linha de 0,60mm de diâmetro e 1,50m de comprimento , sendo que preferencialmente deve-se usar iscas artificiais. Procede-se arremessando-se a isca próximo a estruturas como: paus, pedras e capim, pois ali estarão os Tucunarés espreitando suas presas. As melhores iscas serão as de meia água e de superfície do tipo hélice e zigue-zague. Dica: Caso o Tucunaré bata na isca de superfície mas não seja fisgado, arremesse em seguida uma isca de meia água, fazendo com que ela passe no local onde ocorreu a primeira ação, pois desta forma o Tucunaré dificilmente recusará a isca. Melhor época: Os melhores meses são os de setembro e outubro, pois nesta época, tanto as águas de represas como de rios, estarão com seus níveis estabilizados, proporcionando ao Tucunaré, o início da sua reprodução. Tamanho mínimo: 35cm. |
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